sexta-feira, 28 de março de 2014

Se encaixa.

Me arranha com tuas palavras ásperas, que tu sempre diz tão sem preocupações, ou medo algum que vou interpretar de maneira errada. Me risca com teu palavreado vulgar. A hora pede por palavras de baixo calão. Que por acaso só fazem minhas roupas íntimas sentirem mais vontade de serem jogadas no chão do quarto.

Sexo não é filme. Sexo não é festa. Sexo não é arrependimento. Não é erro e nem algo que te faça menos ser humano. Sexo é mulher e mulher, homem e homem, homem e mulher. Sexo é dois. Número ímpares também. 

Sexo é selvageria com afeto. Tapas, arranhões, palavrões. Sexo é o jeito que você puxa o meu cabelo sempre que fala meu nome na minha orelha. Sexo é o jeito que as vezes beija cada milímetro do meu corpo antes mesmo de pensar em tirar a roupa. Sexo é eu estar com você e lhe confiar que vai me dar total prazer. Do jeito que só você sabe fazer, do jeito que eu gosto. Sexo não é vergonha, sexo é prazer. Primeira vez, segunda, sétima, vigésima quinta. Sexo é você. Você em mim. Na cama, no sofá, na mesa, na parede, no chão, por cima e por baixo. Sexo é eu te querer tanto quanto quero. Como uma chama que não se apaga. A vela que só você consegue apagar. 

Sexo é eu falar que não quero beijar ninguém que não tenha seus lábios, os de cima e os de baixo. Sexo é e você me olhar satisfeita, limpando os cantos da boca, sentindo como se tivesse me dado um presente. Sexo é todos os presentes que ganho no natal, numa rapidinha só. Sexo é a nossa intimidade, os nossos risinhos quando a posição não da certo, os gemidos e a respiração ofegante, os sutiãs que não se abrem com uma mão, as vezes nem com quatro. 

Sexo é eu e você. Sexo é nós. Não importa aonde, quando e nem como. É o que faz eu ver que alem de você fazer eu ficar sem palavras quando me diz o que sente, também me faz ficar sem voz na manha seguinte, tendo usado a boca pra tudo, menos para falar. Sexo somos nós. Sexo é sexo. Com amor é bom, mas prefiro com você. 

Soft heart.

Você gosta das minhas bandas favoritas e ainda deixa eu te apresentar novas.

Você sorri quando diz meu nome e me chama de boba quando lhe aponto isso.

Você mora no meu coração. Apartamento 12b, virando a esquerda da maquina de refrigerantes. Sai para dar uma volta todos os dias e canta nos corredores fazendo sua voz ecoar pela minha mente.
Você fez com que eu sentisse uma coisinha na ponta do meu estômago que nunca tinha sentido antes. Também fez com que eu admitisse para mim mesma que nunca vou achar ninguém que nem você, nem de baixo das menores pedras e dentro dos mais estranhos abacaxis. 

Você, com a melhor alma que eu já vi, querendo sempre me fazer feliz com suas piadinhas sobre seu cabelo e caretas. Me sustentando com suas mãos em meu rosto segurando meu mundo inteiro com apenas dez dedos.
Você me faz mais feliz do que jamais pensei que conseguiria ser. E do que achei que merecia ser também. Por isso, eu tô te pedindo, por meio de caneta no papel, no guardanapo, pra ser mais precisa, pra ficar aí, no seu apartamento. Sempre comigo, sempre em mim. Sempre ecoando na minha mente. 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Slow mo.

it's late 
and
i miss you
again
fuck 
im sorry
don't mind me or
my feelings
please
sorry
i really am sorry
sorry for 
saying sorry 
so much
i didn't mean
to fuck
things
up
it's just
something i do
with everything
i touch
or want
of feel
im sorry
please come back
i still water your plants
every night
just like you used to
and i drive to the
farmers market
at saturdays
because sundays are
too crowded 
and walk around
hoping maybe
i'll see you buying apples
or honey 
and maybe you'll make a joke 
or two
and call me honey pot
just 
like
you
used
to
i still do that
and 
i still listen to 
pink floyd
on my way home
even though i hate 
60's music
i still call marco everytime
i'm in the 
shower 
and there aren't 
any towels 
in the bathroom
waiting for you to shout polo
and hand me one
but 
your scream is never
heard
and the towel never 
comes
i still eat all the 
purple froot-loops
and separate 
the blue ones
because 
those are your favorites
i still go to your favorite 
coffee shop
and ask for your chai latte
and i sit
and i wait
for you to walk through 
the door 
and share my bagel with me
but you never come
and i can't ever 
eat all of my bagel
and i still 
miss you
and i still 
love you
and i will
forever 
remain 
in that
state
util i 
can finally hold 
you hand
again. 

Ponto de fusão.

Um beijo. Outro. Outros. Mais outro. Me pega pela mão. Me leva pra um lugar quietinho. Onde eu só ouça você. E você só ouça a mim. O toque dos teus dedos no meu rosto enquanto me segura e me beija, fazem eu lembrar como me senti quando disse aquelas três palavrinhas Outubro passado. Aquelas borboletas se jogando contra as paredes do meu estômago querendo desesperadamente sair. Tua boca com gosto de cerveja artesanal, me traz pra cada vez mais perto, quase fazendo nossos corpos colidirem e se tornarem um só.  

O teu beijo começa a ficar mais intenso. Mais veemente. Despertado cada parte do meu corpo como uma arvore que é iluminada pelas luzes de Natal. 

A gente se esmaga num cantinho, mais apertado ainda. Dessa vez não só escuto tua voz, mas tua respiração, me puxando pra dentro dos teus pulmões e me exalando. Prende meu cabelo, pegando o máximo que consegue com teus dedos compridos. Me traz pra perto da tua boca e sussurra que hoje eu sou tua. Tira minha blusa e me admira de sutiã. Desde da mesma cor, mesmo modelo. Renda preta. Tu sorri com desejo nos olhos. Nas mãos. E nos lábios, que molha com a língua. Me prega contra parede e me sustenta com a mão em minha coxa. A outra se encontra levantando minha saia e não pode ajudar. 

Traça uma constelação na parte de dentro da minha coxa. Fazendo que eu me prenda o mais forte que eu consigo com as pernas no teu quadril.  

Você está no comando, do jeito que tu gosta. Pode me fazer chegar lá quando e como quiser. O poder não só está nas tuas mãos, como nos teus dedos. Quanto mais a minha respiração acelera, mais perto tu chega.
Consigo escutar tua voz. Tua respiração. E o teu coração. Junto com o meu. Batendo numa sincronia, como se se completassem. Incrível como a gente vê um sentido profundo por trás de tudo quando se está transando. 

Aquele estado de levitação. Como se todo teu corpo estivesse deitado numa nuvem. Toda aquela adrenalina é liberada pelo teu corpo. A circulação diminuiu na área do abdômen, o estômago se contrai e você sente um frio na barriga. Como se toda aquela sensação fosse um grande frio na barriga. Eu tô quase lá.  
Tu tem meus dedos cravados nas tuas costas querendo te arranhar como um gato quer afiar as unhas. 
Tu tem meus últimos suspiros, os finais. Os de quase lá. 
Tu tem meu coração não querendo mais nada, a não ser tudo de você. 
Tu tem meu corpo, que no momento só te quer dentro de mim. 
Tu tem tudo. 
Tudo. 
Tu tem meu gemido, 
tu tem o meu orgasmo.