Um beijo. Outro. Outros. Mais outro. Me pega pela mão. Me leva pra um lugar quietinho. Onde eu só ouça você. E você só ouça a mim. O toque dos teus dedos no meu rosto enquanto me segura e me beija, fazem eu lembrar como me senti quando disse aquelas três palavrinhas Outubro passado. Aquelas borboletas se jogando contra as paredes do meu estômago querendo desesperadamente sair. Tua boca com gosto de cerveja artesanal, me traz pra cada vez mais perto, quase fazendo nossos corpos colidirem e se tornarem um só.
O teu beijo começa a ficar mais intenso. Mais veemente. Despertado cada parte do meu corpo como uma arvore que é iluminada pelas luzes de Natal.
A gente se esmaga num cantinho, mais apertado ainda. Dessa vez não só escuto tua voz, mas tua respiração, me puxando pra dentro dos teus pulmões e me exalando. Prende meu cabelo, pegando o máximo que consegue com teus dedos compridos. Me traz pra perto da tua boca e sussurra que hoje eu sou tua. Tira minha blusa e me admira de sutiã. Desde da mesma cor, mesmo modelo. Renda preta. Tu sorri com desejo nos olhos. Nas mãos. E nos lábios, que molha com a língua. Me prega contra parede e me sustenta com a mão em minha coxa. A outra se encontra levantando minha saia e não pode ajudar.
Traça uma constelação na parte de dentro da minha coxa. Fazendo que eu me prenda o mais forte que eu consigo com as pernas no teu quadril.
Você está no comando, do jeito que tu gosta. Pode me fazer chegar lá quando e como quiser. O poder não só está nas tuas mãos, como nos teus dedos. Quanto mais a minha respiração acelera, mais perto tu chega. Consigo escutar tua voz. Tua respiração. E o teu coração. Junto com o meu. Batendo numa sincronia, como se se completassem. Incrível como a gente vê um sentido profundo por trás de tudo quando se está transando.
Aquele estado de levitação. Como se todo teu corpo estivesse deitado numa nuvem. Toda aquela adrenalina é liberada pelo teu corpo. A circulação diminuiu na área do abdômen, o estômago se contrai e você sente um frio na barriga. Como se toda aquela sensação fosse um grande frio na barriga. Eu tô quase lá.
Tu tem meus dedos cravados nas tuas costas querendo te arranhar como um gato quer afiar as unhas.
Tu tem meus últimos suspiros, os finais. Os de quase lá.
Tu tem meu coração não querendo mais nada, a não ser tudo de você.
Tu tem meu corpo, que no momento só te quer dentro de mim.
Tu tem tudo.
Tudo.
Tu tem meu gemido,
tu tem o meu orgasmo.
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