Treze de Setembro, sete e doze. Você estava atrasada para seu cursinho de pré-vestibular. Levantou correndo do colchão em que dormíamos, que ficava no canto do quarto, perto da janela que dava pro beco da boate, que era do lado do nosso prédio. Colocou uma blusa e foi cambaleando até o banheiro, começou a escovar os dentes e logo lembrou que deveria comer e depois escova-los. Você sempre fazia isso de manhã, quando estava atrasada, se enrolava e acabava fazendo tudo de trás pra frente. O gato miava, tentando participar de toda aquela agitação. Eu criava forças para sair de baixo daquela montanha de cobertores que me abrigava de uma maneira tão acolhedora. Você voltou correndo da parte do kitnet que denominamos como cozinha e me alcançou uma caneca que havia ganhado do seu pai, com o logo de sua empresa de seguro, com café forte e amargo dentro, bem do jeito que você gosta, e que com o tempo, eu aprendi a gostar também. Vestiu sua calça jeans rasgada, calçou seu all star surrado, voltou até a cama, me deu um beijo com sabor de amor e foi para o curso. Me deixou sozinha naquela manhã, indo para seu cursinho e me deixando a sós com o gato no apartamento até as onze e vinte quando voltaria para casa com os livros de física avançada debaixo do braço e uma sacola de supermercado com pão de forma integral e verduras para que pudéssemos almoçar sanduíche como toda Quarta-Feira. Nossas semanas passavam assim, simples e descontraídas, e sabe de uma coisa? Eu não gostaria que fosse de qualquer outro jeito que não fosse o nosso, com qualquer outra pessoa que não fosse você.
terça-feira, 30 de abril de 2013
Quarta-Feira é dia de sanduíche integral.
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