segunda-feira, 29 de abril de 2013

Dedicatórias fofas, para uma pessoa especial.

Não sou muito boa em muitas coisas, como por exemplo:
Não consigo bolar pinturas mirabolantes com técnicas de tinha aquarela, nem ao menos colorir dentro das linhas de desenhos infantis.
Não consigo pensar em um futuro mais promissor do que viajar por aí, fotografando os pequenos detalhes do mundo ou passeando por cidades desconhecidas com uma kombi.
Não consigo esfriar a sopa com um assopro só e nem enrolar o macarrão no garfo.
Não consigo deixar apenas um ursinho em cima da minha cama, o que dirá meus braços juntos ao meu corpo enquanto estou deitada.
Não consigo ficar de meia enquanto durmo, mesmo que esteja aquele frio horrível de inverno Porto Alegrense, elas sempre acabam escorregando do meu pé e caindo no abismo entre a cama e a parede.
Não consigo acender um fósforo e nem acertar qual é a torneira de água quente.
Não consigo pegar um ônibus da minha casa até a sua, muito menos do meu bairro até o centro.
Mas das poucas coisas que consigo, algumas delas são:
Fazer você sorrir depois que briga com a sua mãe sobre aquela prova de filosofia boba.
Comprar doces e aparecer na sua casa com sacolas e mais sacolas de porcaria que provavelmente não farão bem nenhum ao seu aparelho.
Te ligar no meio da madrugada, aos prantos, implorando por algum consolo depois da crise de depressão que acaba de ter.
Alugar filmes de terror dos anos noventa para assistir numa Sexta-Feira a noite junto com sua cachorrinha que já estava velinha e mal conseguia levantar do sofá.
Escrever historinhas nas ultimas paginas dos seus cadernos da escola para sempre que fosse estudar, lesse aqueles contos engraçados e lembrasse que a vida não precisava sempre ser uma porcaria de uma revisão para o vestibular.
Te levar para festas em lugares que nunca se quer pensou em frequentar, para que finalmente conhecesse aquela garota dos seus sonhos que fosse te dar todo aquele carinho que você tanto desejava de uma namorada.
Desenhar nas fotos dos nossos antigos anuarios da escola, fazendo coraçõezinhos em quem já fomos "apaixonadas" e coroas em professores que tinham as melhores piadas.

Eu posso não ser boa em algumas coisas, posso não saber cozinhar ou conseguir te ajudar com os deveres de física, mas no final do dia, quando vou deitar a cabeça no travesseiro, me lembro que te faço sorrir e mesmo sendo cheia de defeitos e imperfeições, consigo arrancar uma risada de você, então quer saber? Dane-se, jogo todos os meus problemas e defeitos pela janela, porque pelo menos consigo te fazer feliz e pra mim, isso já é o suficiente, porque afinal, pra quem servem melhores amigas, não é mesmo?



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