Agora é meia noite em ponto, deveria estar dormindo, deveria ter revisado meu caderno para a prova de historia que vou ter amanhã, deveria ter tomado meu remédio para gripe e deveria ter arrumado o quarto como minha mãe havia pedido. Mas tudo que consigo pensar é em você e suas frases de musicas dos Strokes, não conseguia tirar aquele seu jeito de bater o pé no chão e tocar sua bateria imaginaria quando a musica chega na parte animada, também não conseguia esquecer quando eu fiquei irritada porquê você não me dava atenção enquanto tentava contar a historia de como caí no balanço quando era pequena e quebrei a perna, você me puxou pelo braço e começou a dançar comigo no meio do chão do meu quarto, que estava coberto com roupas sujas e sapatos sem pares. Quando a musica terminou nos jogamos na cama, você deu um suspiro e virou pra mim. Continuei olhando pro teto por alguns segundos, quando fui virar pro seu lado para que você pudesse falar o que obviamente estava perturbando sua mente. Você colocou a cabeça no meu ombro, de um jeito que tinha que manter minha cabeça na mesma posição, não podendo fazer contato visual. Depois de alguns minutos silenciosos em que tudo que conseguia ouvir eram nossas respirações, você inclinou a cabeça em direção a meu ouvido e disse as palavras que, inconsistentemente, mais queria ouvir naquele momento. Agora já é meia noite e doze e tudo que consigo pensar é em como você havia cochichado aquelas palavras doces como menrengues de festas infantis no meu ouvido, duvido que ele jamais irá se recuperar, duvido que ele jamais irá querer ouvir as mesmas palavras de qualquer pessoa que não seja você. Meia noite e quinze e o jeito com que seus labios haviam dito "Eu te amo" não consegue sair dos meus pensamentos.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
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