sábado, 28 de dezembro de 2013

Menininha.

Eu poderia largar meus planos de faculdade, pra fazer uma que dê dinheiro pra poder te comprar mimos, que você tanto gosta.
Eu poderia parar de fumar, só porque você tem medo que eu morra cedo.
Eu poderia começar a correr com você pelas manhas.
Eu poderia fazer tudo que você quisesse, tudo que te agradasse.
Te traria café na cama, 
te leria seu jornal, todas as manhas,
te levaria a minha cidade natal, te apresentaria aos meus pais,
te comprava um peixinho, com o espírito animado como o seu.
Te conquistaria com todas suas vontades e até com coisas que nem sabia que queria. 
Eu poderia fazer todas essas coisas pra você, eu poderia fazer absolutamente qualquer coisa por você. Largaria tudo só pra ouvir a sua risada. Eu poderia... Eu posso... Eu podia. Mas é que você já não é mais a menininha que eu conhecia, aquela que lia quadrinhos antigos em japonês e sempre deixava as últimas três batatas fritas pra mim. Agora você é outra, você cresceu e eu já não te amo mais, não com todo meu coração, não como antes. Eu tinha todo esse amor que praticamente me lotava por dentro e agora, depois que a minha menininha cresceu, eu já nem sei onde colocar todo esse amor, porque não posso mais guardar mais nas gavetinhas do teu coração. Então me diz, menininha, me diz aonde coloco isso? Será que cabe em mais alguém? Será que minha chave abre mais gavetinhas fora as suas? Será que você vai sentir minha falta? Será, menininha?

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