segunda-feira, 10 de junho de 2013

De baixo das cobertas

Deita do meu ladinho.
Sussurra meu nome, 
mas sussurra baixinho.
Coloca seu pé perto do meu,
perdi minha meia em algum lugar no meio dessas cobertas e acho que você vai ter que me esquentar.
Nesse silêncio da madrugada,
você consegue escutar meu coração?
Consegue escutar o quão rápido ele bat sempre que você olha pra mim?
Você fica tão bonita assim.
Cabelo bagunçado, minha camisa larga, carinha de sono,
ficam tão bem em você.
É quase como se quando estivesse inconsciente da sua beleza,
você a irradiasse mais ainda. 
Vem pra cá, aqui mesmo, de baixo do cobertor. Me dá mais um beijo. Pode ser na bochecha, pode ser na testa. Na verdade, nem precisa ser um beijo, pode dizer que me ama, ou pode só ficar me olhando.
Fica me olhando.
Fica me amando.
Fica aqui,
de baixo das cobertas.
Comigo,
só comigo.


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